Livraria Cultura

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

ESSE JEITO QUASE PERFEITO




                                                                               
                                                                               






Meu amor quase perfeito
Porque ficas desse jeito?
Quando devemos reconhecer
Que jeitos existem para se dá jeito
A jeitinhos que não sabíamos de nós dois
Que nos fazem calar e emudecer o jeito do nosso amor
Ou seja lá o que isso for.
Deve se dá um jeito ao dessabor
Que tira o jeito de brilhar e sossegar
No nosso jeito de amar.



                                                            CLARA3AMORES

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

O HOJE. E O AMANHÃ?




                                                                                 

                                                                               





“O amor só começa a desenvolver-se quando amamos aqueles de quem não necessitamos para nossos fins pessoais” (Eric Fromm)

Se observarmos as questões do mundo atual, e são tantas, essa que está sendo pontual no cenário do mundo, do jornal francês, vemos que a animosidade dos que dizem que defendem a vontade de Deus só mostra que “os lábios os honram, mas que seus corações estão distantes Dele”. Por sua vez essa nação, apesar de ter sido bruscamente traumatizada, não usou de tato quando publicou sua primeira edição do seu jornal depois do atentado. Será que as pessoas deveriam ficar realmente felizes com uma provocação sutil de uma charge aparentemente inocente exalando represália escrita. Se víssemos pessoas de nossas famílias ridicularizadas por outros. Mas para alguns isso se chama verdade.  Ficaríamos felizes? Não há absolutamente justificativas para matanças. Tiros em nucas, crianças aprendendo a matar, civis sendo bombardeados em shoppings e famílias inteiras sendo dizimadas.

A falta de amor, o amor puro onde deveríamos sempre nos ver no outro. No nosso semelhante. Onde o sangue corre nas veias de todos da mesma cor, todos sentem dor, todos nós nascemos nas mesmas condições biológicas, galgamos na vida, a maiorias quase com as mesmas dificuldades comuns aos homens. E de repente os homens se rebelam entre si. Coisas que os animais estão mostrando aos homens que se pode viver respeitando o limite do outro, saindo disso só em questão de sobrevivência.

São muitos os gemidos não pronunciados também no ocidente de desigualdade, fome, roubos explícitos e leis não aplicadas. Será que estamos vivendo num mundo sem lei? E aquele negro que morreu nas mãos de um policial nos EUA era inocente, disse que estava sufocado, e foi morto.

No Brasil, é difícil acreditar que se morrem menos pessoas que no Oriente Médio porque em todo pais nos programas jornalísticos cada um que concorra em seu estado com crimes grotescos, bizarros, desumanos e sem razão. Jovens, meninas, idosos, mulheres mortas por seus cônjuges, profissionais efetuando seu trabalho.
E percebemos também que a falta de amor desagua nos lares, nos atendimentos hospitalares, escolas, no tom da voz. Sim no tom da voz! A arrogância parece está em alta e fica muito difícil para alguns que são mais sensíveis conceber o mundo.

Se formos para algum lugar muito bonito e aprazível podemos até esquecer esses fatídicos acontecimentos. Porém, sabemos que a célula do desamor continua viva. E os poderosos continuam a multiplica-las em nome duma fé impura e de um amor hipócrita.

Um autor escreveu: na era da cibernética. Na era da transformação. Tornei minha vida poética deixei falar meu coração. “Eu creio num mundo novo, eu creio num mundo irmão...” ele escreveu isso no começo dos anos 70, e acredito que não esteja feliz com o que ele está vendo no palco do mundo e escreveu depois: “filosofia não me deu felicidade. Explicação não explicou o que eu pedi...”.

E ficamos realmente sem explicação para tanto preconceito, fanatismo, assuntos ultrapassados em superstição. E vemos que religiões, a sociedade, e a política estão a galope montadas nisso e até alguns intelectualizados. E cresce o esoterismo em meio a essas todas as entidades que na verdade conhece bem pouco o amor.

Vamo-nos sentindo assim! Desconfortáveis muitas vezes não em nossas próprias vidas, pode acontecer também, mas incomodadíssimos com o nosso ao redor, estando perto ou longe dessas agruras que o mundo está nos oferecendo antes do café da manhã, na hora do almoço, durante ou após o jantar em forma televisiva de notícias do mundo.

Mas a esperança é a arma mais forte que se pode ter e procurar ser diferente em meio a um mundo conturbado contribuindo com o melhor que podemos ser em relação ao nosso semelhante e a natureza como um todo e produzindo em nós uma natureza boa frondosa que nos forneça um oxigênio puro para podermos respirar mais profundamente neste “mesmo assim!”

                                                                                         

                   Clara3amores®